Mas...
Para continuar o meu anterior post devo dizer que se confirma a tese de que vivemos num país mesmo engraçado. Engraçado, mas atrasado! Já não bastava o atraso na economia, tecnologia, cabeça do presidente da república, desemprego, entre muitos outros, temos também de ser o último país a ter a gripe das aves! Na Europa já há mamíferos com a gripe das aves! Um gato em França já morreu de gripe das aves e em Portugal o que temos? Nem um pardalo a espirrar!Mas não é só nesta questão que estamos atrasados... Somos o país com os maiores génios do crime. Já não bastava o "avô metralha" a assaltar um café para levar umas pastilhas, ou os portugueses a fugirem aos impostos, tinhamos de ter 3 farmacêuticas que trabalhavam em Laboratórios de Análises Clínicas a falsificar vinhetas para apresentarem exames falsos ao estado. E daí receberem uns trocos (trocos para quem ganha o euromilhões todas as semanas).
A notícia não teria nada de estranho, não fosse o caso das pessoas que cometeram o crime serem licenciadas em Ciências Farmacêuticas e terem decidido apresentar receitas com "Exames à próstata de mulheres", "Exames a ovários de homens" ou "Análises à testosterona de senhoras com mais de 80 anos de idade". O que se passou na mente destas pessoas?
"Epah, temos de por aqui uns exames à próstata..."
"Ya! Põe aí..."
"Olha lá, isso é do sexo masculino ou feminino?"
"Próstata é feminino, pah! A próstata."
"Tens razão! Então ovário é masculino! O ovário! 'Tá bem visto, sabes que eu já não tenho português há muito tempo... Agora passa lá a garrafinha de whisky, se faz favor."
Há mais coisas engraçadas neste país. Peço desculpa por mais uma vez vos remeter para a casa de banho, mas é lá que se encontra aquilo de que vos vou falar.
Durante os meus duches, e especialmente enquanto me estou a molhar, não há coisas muito interessantes para fazer. Por isso tenho o hábito de me por a ler as embalagens de champô e de gel de banho. Sabem a que conclusão cheguei? Que todas as embalagens que ali tenho contém as informações em duas línguas. Português e... Grego! Das duas uma, ou temos uma grande comunidade grega em Portugal, ou os mesmos artigos de casa de banho que chegam a Portugal estão a ser exportados também para a Grécia. Mais uma vez está aqui um génio da economia envolvido, ele pensou:
"Vamos por isto em duas línguas de países que se encontrem extremamente próximos, caso falte o stock num podermos facilmente repô-lo e para além disso os custos de transporte serão muito mais baratos, visto que vão para a mesma zona. Hmmm... Portugal e Espanha? Naaah... Portugal e França? Naaah... Já sei! Portugal e Grécia distam apenas 2500 Km em linha recta!"




Os populares eram aqueles que eram conhecidos por toda a escola e que eram adorados. Exemplos a ser seguidos. Os tipos cuja entrada na escola parecia processar-se sempre em câmara lenta e que apontavam os dedos indicadores a toda a gente em jeito de cumprimento. Toda a gente, excepto os caixas de óculos. Esses eram cumprimentados com uma valente marretada. Os tipos que tinham as raparigas jeitosas atrás deles e que mudavam de namorada mais rápido do que um mecânico de Fórmula 1, muda um jogo de pneus. Os tipos que faziam comentários inoportunos enquanto o professor tentava explicar a matéria.
Os caixas de óculos eram... as pessoas que usavam óculos. Há uma particularidade, para ser realmente um caixa de óculos, ou as armações são em massa daquela castanha a imitar madeira envernizada, ou os óculos preenchem mais do que a largura da cara. Esta última medida parece-me ser instituída pelos pais, para que não tivessem de comprar óculos novos quando a cara do filho crescesse. Estas pessoas eram também associadas aos marrões. Aqueles que tinham grandes notas e a quem os óculos eram escangalhados todos os dias pelos populares (não pela gente do povo, mas os populares que me referia à pouco).
Já os atletas eram aqueles que tinham um grande físico e que nos faziam a todos passar vergonhas nas aulas de educação física. Onde eles faziam pinos e davam mortais, eu tinha dificuldade em dar uma simples cambalhota. Onde eles afundavam no basket, eu tinha dificuldade em driblar a bola mais de 3 vezes sem acabar, ou por perder a bola, ou na pior das hipóteses, tropeçar e cair no chão. Estes eram aqueles que ganhavam todas as competições da escola, futebol, voleibol, corta-mato...
Na sequência do episódio anterior em que se falava de algodão doce, venho agora falar-vos de algo muito mais agradável. Essa bela invenção que é o piaçaba.


Apraz-me falar dessa magnífica invenção que é a máquina de fazer algodão doce. Quem é que terá tido a ideia de que seria bom poder comer algodão, essa coisa fofa que serve não só para ajudar na desinfecção de feridas, como para mostrar como uma superfície se encontra espectacularmente limpa em publicidade (especialmente no anúncio da marca que vou chamar aleatóriamente de Sonasol).





Numa possibilidade de 823773888000 apostas eu fiz apenas uma. Como já devem ter percebido, e por o dia de hoje se seguir ao dia de ontem (o que não é nada vulgar!), estou a escrever sobre o número de apostas no concurso mundial de salto em comprimento ao pé coxinho com um dedo a tocar no nariz e a outra mão a dizer adeus à estatua do Marquês de Pombal. Não, estou mesmo a referir-me ao facto de ontem ter sido sorteado o maior jackpot até ao momento do euromilhões.