Relógios

Há situações em que pode ser aborrecido não ter um relógio. Por exemplo, num exame não consigo saber quanto tempo tenho para acabar de o fazer. No entanto, isso tem a vantagem de não aumentar o meu nível de nervosismo. Penso que deve haver pessoas que não fazem os exames, não porque não saibam, mas porque estão constantemente a pensar "Já só tenho 60 minutos para acabar o exame... Já só tenho 30 minutos para acabar o exame... Já só tenho 5 minutos para acabar o exame... Já devia ter entregue o exame no momento em que o professor saiu da sala.".
Tudo isto dos relógios envolve um grande mistério. Esse mistério não é o "Como é que eles funcionam?", mas sim o "Porque é que a partir de uma certa idade as pessoas, em especial mulheres, passam a andar com o relógio com o mostrador virado para a palma da mão, e para verem as horas têm de articular um movimento de rotação com um arregaçar de manga, em vez do simples arregaçar de manga?". É que se olharmos para as raparigas e mulheres jovens todas elas apresentam o relógio com o mostrador virado para "cima", sendo "cima" definido como a parte do braço que inclui as costas da mão. No entanto a partir de uma certa idade, talvez por volta dos 60 anos, acontece uma rotação dos mostradores do relógio.
Não sei se isto é fisiológico, talvez seja hormonal e seja um efeito retardado da menopausa. O que é certo é que para se prevenirem problemas nas articulações destas senhoras têm de ser feitas campanhas de sensibilização.
2 Comments:
Interessantes os comentários !
Um abraço Joaquim .
Quando eram jovens e "rebeldes", aqueles/as que agora têm 60 anos resolveram usar os relógios ao contrário dos + velhos ...
"uma quase sexagenária" (que não alinhou nessa moda)
:)
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